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Posted in Blog Amigos, Blog coletivo, Empregos na Net, GRUPOS de TEATRO, LIVROS na NET, Músicas na Net, Poemas na Net, Revistas Literárias, Videos & Filmes on 29 de outubro de 2014 by gerberdsa

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ELA VEM

Posted in Blog Amigos, Blog coletivo, Uncategorized on 18 de junho de 2008 by gerberdsa

Ela vem,

            macia como iceberg

Meu braço alça vôo

Atraca em teu ombro

Busca o rumo dos olhos

 

Ela vem e é toda

                           úmida

Os lábios negros se tocam

Num beijo inconseqüente

Inevitável sombrio

 

Ela vem, rugindo,

         morre a meus pés

Por instante meu braço pende

Meus dedos tateiam o vazio

As pernas tropeçam

 

Ela vem,

       pássaro kamikaze

Num vôo rasante

Coroando o negro em alva

Abraça meu calcanhar

 

Ela vem,

          insistente como lágrima

Ao redor tudo é úmido-deserto

O caminhar dos olhos

Pisoteiam os rastros

 

Ela vem fatiada

                          como desgelo

Num galope mágico

Rédeas soltas

Ferraduras em concha

 

Ela vem;

               e vem e vem…

Sonhos queimam alto

Marcam o silencio das cordas

Ascendem olhares

 

E ela vem

                 cambaleando rumores

As velas choram

Extinguem o ardor

Afoga as pegadas

 

Agora tudo é úmido

Resta o negro circulo no deserto

E ela, ali…

                Vindo

                            Vindo

                                        Vindo…

 

Gerber de Sá         (23/05/08)

Não vou-me embora de Pasárgada

Posted in Uncategorized on 2 de junho de 2008 by gerberdsa

 

Não vou-me embora de Pasárgada

Aqui me sinto um rei

Tenho a mulher que escolhi

Na cama que desejei

Não vou-me embora de Pasárgada

 

Não vou-me embora de Pasárgada!

Fora daqui não serei feliz

Aqui já vivo uma aventura

De um jeito inerente

Onde Bruna, a Surfistinha

Que diz escrever o que sente

Venha a ser até parente

De mulheres que já tive

 

E como beijo mulheres

Digo frases poéticas

Vou a saraus de poesia

Encho a cara nos botecos

Chego até a cantarolar

E quando estou meio-alto

Pelas ruas a devanear

Sigo o rumo do pecado

Me aconchego de mancinho

Na dona que me faz carinho

E no fim da noite vai me amar

Não vou-me embora de Pasárgada!

 

Em Pasárgada tem de tudo

Bebidas mulheres paixão

Pílulas, a do dia seguinte

É mais uma prevenção

Tem música néon êxtase

Pó rolando nas esquinas

Peitos grandes coxas nuas

A exibir lindas meninas

E se acaso eu ficar triste

Por algum motivo me magoar

Aqui eu sei que existe

Alguém pra me consolar

 

_Aqui me sinto um rei

Tenho a mulher que escolhi

Na cama que desejei

Não vou-me embora de Pasárgada

 

Gerber de Sá       (09/05/08)

EXTRAIR

Posted in Uncategorized on 12 de fevereiro de 2008 by gerberdsa

escalo teus picos
                           duros
        lambendo o sal das horas
as pétalas se abrem exaurindo da flor
       o perfume
                              a cor
enquanto o cálice exala a ausência
                                    do vinho.

Gerber de Sá           (08/02/08)

COMPASSO (…)

Posted in Uncategorized on 12 de fevereiro de 2008 by gerberdsa

resta o negro da chama
         engolido pelo marsh-mellow,
fagulhas espalham pelo teto
         a canção da brisa não lamenta
                     os ponteiros se arrastam
no sal…  afogamos nossa sede

Gerber de Sá            (08/02/08)

ENTORNAR

Posted in Uncategorized on 12 de fevereiro de 2008 by gerberdsa

o mar traga o último gole da chama
    as velas ascendem teus olhos
            refletem teu corpo
o vento leva o aroma de oliva
         mas teu cheiro não vai
insiste em permanecer entre nós
       entre nossos toques
                     nossas caricias
                               nossos beijos
teu cheiro
                teu vinho
transborda a taça que afogo meus desejos.

Gerber de Sá             (08/02/08)
 

ABSORÇÃO

Posted in Uncategorized on 12 de fevereiro de 2008 by gerberdsa

o candelabro acesso inutilizava as velas
           uma canção de além
                             chega galopando no vento
enquanto você cavalgava em mim
o rumor das ondas quebravam teus lábios
               o verde
                         dos olhos
                                    do mar
refletiam prateado
      sob nós
             um véu de sal despejado.

Gerber de Sá              (08/02/08)